sexta-feira, 27 de maio de 2011

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Dissolved Girl (Garota Dissolvida)- Massive Attack

 
 
 
Garota Dissolvida
 
Vergonha, que vergonha
Eu meio que perdi a mim mesma de novo
Dia, ontem
Realmente deveria estar saindo mas eu fico

Diga, diga meu nome
Eu preciso de um pouco de amor para amenizar a dor
Eu preciso de um pouco de amor para amenizar a dor
É fácil de lembrar quando ela veio

Porque parece que eu já estive
já estive aqui antes
Você não é meu salvador
Mesmo assim não vou

Parece alguma coisa
Que eu já havia feito antes
Eu poderia fingir
Mas ainda quero mais

Desaparecer, feita para desaparecer
Paixão é exagerada de qualquer jeito
Diga, diga meu nome
Eu preciso de um pouco de amor para amenizar a dor
Eu preciso de um pouco de amor para amenizar a dor
É fácil de lembrar quando ela veio

Porque parece que eu já estive
já estive aqui antes
Você não é meu salvador
Mesmo assim não vou

Eu me sinto como algo
Que já fiz antes
Eu poderia fingir
Mas ainda quero mais, oh.

quinta-feira, 26 de maio de 2011

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Dia 36- Mutantes


Dia 36

Esquece não pensa mais
Lenço azul a apertar
Em branco o seu pensar
Toda uma vida embaça o seu olhar
E andando vê passando
Tudo aquilo que errou
Hoje é dia 26
Quem sabe vive outra vez
Ela se foi sem eu ver
Um beijo a flutuar
Cabelos rosas gente a se abraçar
Tudo alegre indo e vindo
Tudo em volta a brilhar
Esquece não pensa mais
Um grito ele amou
Lençóis e colchas vão se encontrar
Não é mais dia 26

Tudo começa outra vez
Um, dois, três, 26
Tudo isso já ficou
A paz é forte e ele vai viver

A menina em frente quente
O amor a fez girar
Hoje é dia 36
Um grito ele amou
Lençóis e colchas vão se encontrar
Não é mais dia 36
Tudo começa outra vez
Esquece e não pensa mais

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Felicidade

Vejo tantas pessoas andando de mãos dadas pelas ruas, parecem tão felizes, tenho inveja delas. Vejo tantos amigos reunidos felizes e rindo, sinto inveja deles. Sinto dor em meu peito, queria que me arrebentasse por dentro, que eu deixasse algo, meu Deus, não agüento isso. Vivo sozinho pelas ruas à noite, bêbado, com cheiro de fumo pela roupa, sinto-me um derrotado, inútil, queria tanto ter alguém par contar o que sinto, o que penso. Mesmo tendo algumas pessoas eu não sinto vontade de me tornar um parasita, o que tenho mais medo é isso, de parasitar a felicidade daqueles que estão me apoiando. O que posso fazer?
Calígula Scipio
26 de maio de 2011

quarta-feira, 25 de maio de 2011

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Sertanejo

A morte é um sonho
Um sonho que anestesia
Tanto quanto a morfina

Queria tanto que um dia
Todo o seu sangue
Se espalhasse pelo mangue

Vida difícil de sertanejo
Todo dia querendo tomar chá de poejo
Sem nenhum aconchego
Pobre sertanejo!

A família morta pela febre
A solidão o entorpece
Querendo ficar a um metro da peste

Calígula Scipio

25 de maio de 2011

domingo, 22 de maio de 2011

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Gloomy Sunday, a musica hungara do suicidio...

 
 
Gloomy Sunday:  Tantas lendas a respeito desta música, até pelo fato de seu compositor ter se suicidado. Mas não deixa de ser uma canção que abala nossos sentimentos.
 
O domigo é obscuro, e as horas nunca passam
As mais queridas sombras com as quais vivo são inúmeras
Pequenas flores brancas nunca irão te acordar
Pelo menos não aonde a negra carruagem da dor te levou

Os anjos nunca pensarão em te devolver à vida
Será que eles ficariam bravos se eu pensasse em me juntar a você?

Domingo obscuro
Domingo melancólico, com as sombras com as quais eu convivo
Meu coração e eu decidimos acabar com tudo isso
Logo haverão orações e velas serão acesas, eu sei
Não deixe-os chorar - avisem-os que eu estou feliz em partir

A morte é um sonho, e nela eu estou te acariciando
Com a última respiração de minha alma, estarei te abençoando

Domingo obscuro
Sonhando
Eu estava apenas sonhando
Eu acordo e te encontro adormecido em meus braços
Meu bem...
Meu amor, espero que o meu sonho não tenha te assombrado
Meu coração está te dizendo o quanto eu preciso de você

Domingo obscuro
É absolutamente um domingo obscuro
Domingo obscuro

sábado, 21 de maio de 2011

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Desejo

  A necessidade de contar sobre minha vida está me sufocando, eu preciso de alguém para que eu possa expor tudo. Deus, eu não agüento mais isso, a vida está me sufocando a cada momento, ela esta acabando comigo.
  Um grito de desespero é expelido por minha garganta, o sofrimento torna-se sólido, minha vida está caindo. Tudo é novo, mas ao mesmo tempo antigo, minha existência que todas as manhãs era renovada, agora esta estagnada em uma rua suja.
  Eu quero morrer, ia ser mais fácil, mais dramático, mesmo assim ninguém iria se importar, isso iria durar no máximo um dia a saudade, talvez por uma convenção. É triste ser sozinho, é triste ter que levantar-me todas as manhãs para aquilo tudo.
O meu maior desejo é ter uma arma, ir para o meio da multidão, quando eu a tirasse do bolso, todos iriam ter medo, enquanto olham perplexos eu a colocaria na boca e puxaria o gatilho ...
Calígula Scipio
21 de maio de 2011

quinta-feira, 19 de maio de 2011

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Mutilado

Precipitação doentia e depressiva
Anestesiado na solidão encardida,
Pela vida retraída
Deus, porque estou assim?

A cidade está escura
É uma tristeza sem cura
Com o vicio sendo uma tortura
E a violência um abertura.
Deus, porque estou assim?

Atacando outros sem piedade
Se controlando para não lhes mostrar a verdade
De uma vida violentada
Mutilada, e acabada
Deus, porque estou assim?

Calígula Scipio

19 de Abril de 2011